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História

A sua povoação começa a partir da fazenda da Tábua, no início do séc. XIX. O arraial formado é chamado de Água Quente por causa da descoberta de uma fonte de água termal por um caçador nas proximidades do Ribeirão da Tábua. A fama das águas milagrosas se espalha, atraindo pessoas de diversos lugares. Várias outras fontes são descobertas. Forma-se, a partir daí, o povoado. Em 1890, com o nome da Santana da Água Quente, é criado o distrito. O nome é reduzido para Água Quente em 1938 e, cinco anos mais tarde, é dada a atual denominação de Montezuma. No dia 27 de abril foi denominado com município de Montezuma.

 

Fotografia 01- O Visconde de Montezuma, o afro-brasileiro de grande importância na monarquia do Brasil.

A antiga Água Quente deve seu nome ao Visconde de Jequitinhonha, um personagem marcante na história do Brasil e de Rio Pardo de Minas. Esse Visconde de nome Francisco José Gomes Brandão, nascido em Salvador, em 23 de março de 1794, era filho de uma escrava e um descendente de  português. Era formado em direito na cidade de Coímbra e foi um jornalista muito atuante na independência da Bahia. Durante o breve período de independência da Bahia, ele participou ativamente ao lado das tropas baianas contra o poder português.

Proclamada a Independência do Brasil e cessada a luta na Bahia, o futuro visconde se recusou a usar o nome de origem portuguesa e adotou o nome de Francisco Gê Acaiaba de Montezuma. Segundo ele, essa era um demonstração de nacionalismo, trocar os sobrenomes lusitanos por outros tipicamente brasileiros; onde Gê, representava as tribos do Brasil Central (a qual ele acreditava ser a raça-mãe dos povos sul-americanos); Acaiaba, da bela lenda diamantinense da árvore sagrada e; Montezuma, uma homenagem ao imperador asteca.